CAPÍTULO 02 – QUEM SÃO ELES?

Posted: February 19, 2013 in Uncategorized

ELES2

[FLASHBACK]

Joinville – SC – Brasil – 13/02/2014 – 07:00

Roberto é um típico senhor aposentado, não do tipo velhinho que estamos acostumados, mas sim um militar aposentado.

Como de costume, Roberto acordou as 06:00 horas da manhã em ponto, preparou seu café da manhã e saiu para sua caminhada por Pirabeiraba. Ele gosta do ar de interior que seu bairro tem, principalmente nas primeiras horas da manhã, antes das ruas começarem seu movimento de carros e pessoas indo ao trabalho.

Roberto normalmente faz uma hora de caminhada, mas neste dia tudo mudou. Ele percebe um tumulto estranho em um posto de gasolina que fica no centro do bairro e para pra perguntar ao seu amigo frentista:
– Bom dia, o que é este tumulto? – Roberto pergunta com seu ar tranquilo.
– Você não está sabendo, parece que parou toda a comunicação do bairro, telefones, internet e até a televisão parou. Ninguém sabe o que está acontecendo. – Responde o frentista.
Roberto era do tipo que não gostava de tecnologia, não costumava sair com seu celular e não dava muita bola pra isso. Mesmo assim ele resolve apressar o passo e voltar pra sua casa, para tentar saber mais sobre esta falha na comunicação do Bairro.
No seu caminho de volta encontra vários amigos e vizinhos, todos contando diversas histórias, mas com o mesmo tema: a falta de comunicação.

Joinville – SC – Brasil – 13/02/2014 – 09:00

Roberto já está em casa, pronto para sair em direção ao centro da cidade. Ele não gosta de tecnologia, muito menos de ficar sem saber o que acontece em sua cidade. Sua primeira ação seria ir ao quartel onde dedicou sua vida e descobrir o que está acontecendo.

Próximo ao quartel, bem no centro da cidade, Roberto leva um choque ao ver o caos que está a cidade. Diversas viaturas indo e voltando em alta velocidade, lojas saqueadas e pessoas desesperadas.

Roberto puxa sua pistola e deixa entre suas pernas enquanto acelera seu Jipe em direção ao quartel.

Ao chegar ao quartel, os soldados da entrada o reconhecem e deixam passar sem cerimônias, apenas batem continência e o saldam:
– Tenente-Coronel Silveira. Estávamos aguardando o Senhor. – Diz um dos solados.
Roberto estranha, mas segue em direção ao gabinete central do quartel enquanto observa o movimento intenção dentro do quartel. Parece que uma guerra começou e todos estão a postos.
Ao entrar no Gabinete ele bate continência ao ver seu amigo e General, Ricardo Machado.

Eles conversam por cerca de uma hora sobre o que está ocorrendo, Ricardo lhe conta que nada está esclarecido e que a única informação que chegou por rádio é que o mundo está sem comunicação.
Roberto fica boquiaberto com a notícia e seu único pensamento é em sua filha única que mora em Curitiba. Ao saber que não terá contato com ela e ver o que ocorreu na cidade em poucas horas sem comunicação, ele sente um arrepio subir por sua espinha e sem mais se despede de seu amigo.

Roberto sai do quartel e segue em direção a sua casa, com um único pensamento, se preparar para o pior e buscar sua filha. Neste momento ele sabe que é o único que poderá protegê-la.

Joinville – SC – Brasil – 13/02/2014 – 11:15

Roberto está em sua casa, mais precisamente em seu “rancho”. Um lugar onde ele guarda suas ferramentas de trabalho e jardinagem. Um lugar onde ele também guarde seus mais queridos pertences, suas armas mais estimadas. Uma espingarda calibre 12 e um revólver calibre 38 de cano longo e cromado. Para ele uma joia que ele guarda e faz a manutenção quase que semanalmente. Roberto apesar de amar armas, tem poucas em casa, como um brasileiro comum, ele ainda porta uma pistola que mantém sempre por perto, caso precise usar e neste momento ele percebe que todas serão bem úteis.
Roberto prepara seu Jipe e deixa a calibre 12 ao seu lado, de um jeito que possa pegar ela rapidamente caso necessário, sua pistola e seu 38 estão em seu coldre preso ao seu tórax. Roberto está com a aparência digna de um velho valentão dos filmes de Hollywood.

Roberto joga uma pequena mochila com algumas roupas em seu Jipe, entra nele e dá a partida. Como de costume faz o sinal da cruz, beija o crucifixo preso ao retrovisor e pede proteção divina em mais uma pequena viajem que tem a frente. Logo ao sair de casa ele percebe que fez certo em pegar seu calibre doze, carros batidos na rua e os pequenos comércios próximos a sua casa já foram saqueados, mas o pequeno bairro parece ter sido abandonado, como se o que tivesse ali não fosse de grande valor.

Roberto se dirige a saída mais próxima para a BR-101, cerca de 5 minutos de sua casa. Esses 5 minutos que nunca chegaram. Ao se aproximar da saída para a BR, Roberto ouve um tiro e perde o controle do Jipe. Um tiro em cheio na roda dianteira o faz sair da pista e quase capotar, parando em uma pequena vala ao lado da rua.

Ainda atordoado, ele procura o atirador e não entende o porque alguém iria querer atingir seu carro. Roberto pega sua mochila e sua espingarda e sai do carro, observando e procurando seu atirador, mas o que percebe é que a saída para a BR está com vários carros batidos e tombados.

– Mas que diabos está acontecendo, quem está fazendo essa sacanagem? – Xinga baixo Roberto.

Roberto se esgueira para um muro próximo onde seu carro caiu e apenas observa quando outro carro tenta sair da cidade e é barrado da mesma forma. Roberto conclui que não é com ele o problema e sim com quem quiser sair da cidade.
Sua esperança de falar com sua filha parece ter ficado mais longe, mas seu objetivo continua o mesmo, agora com um obstáculo a ser passado, descobrir e eliminar quem está atirando nas pessoas de sua cidade.

[TEMPOS ATUAIS]

Joinville – SC – Brasil – 20/02/2015 – 10:45

A contagem continua e agora em um tom mais alto, quando chega ao número 3, André ouve a arma ser engatilhada e uma última frase:

– 2… 1… alguma última palavra? – Diz o homem.
– Deus tenha piedade de mim!

Em seguida André ouve o apertar do gatilho e apaga!

O homem que aperta o gatilho atrás de André é Roberto. Ele se espanta quando André apaga após ele apertar o gatilho mesmo sem ter uma única bala dentro de seu revólver. Roberto estava apenas tentando assustar o pequeno ladrão dentro do lugar que agora ele chamava de lar.

Roberto coloca André em um pequeno sofá e espera o garoto acordar.

Quase uma hora depois André acorda assustado.

– Onde estou… eu morri? – André diz em tom de pavor.

– Não garoto, apenas dei um susto em você, mas pelo jeito você não lida muito bem com sustos! – Roberto quase ri enquanto fala com André.

– Você invadiu meu pequeno quarto e estava roubando meus suprimentos, eu precisava saber se você é um deles! – Diz Roberto em um tom mais sério.

– Um deles? Você quer dizer os mascarados? – André fala ainda assustado.

– Sim, apesar de que nunca vi um deles com medo ou sem suas roupas cobrindo todo o corpo. Diga-me, quem é você e o que quer aqui neste bairro esquecido por todos?
– Bem, meu nome é André e só estou tentando sobreviver. Tenho passado noites sem dormir e sem muita comida por muito tempo, os mascarados tem me caçado por meses e só ontem cheguei a este bairro e consegui um lugar pra dormir um pouco mais tranquilo. – André conta sua breve história de cabeça baixa.

– Você os trouxe pra cá? Moleque idiota, eu tenho conseguido evitar eles por muito tempo e você os trouxe pra cá? – Roberto esbraveja ao pensar no que está por vir.

-NÃO, eu apenas estou sobrevivendo. Eu fugi deles e consegui vir pra cá, não trouxe nenhum comigo e acho que eles não me seguiram. – André fica com uma expressão mais séria ao dizer isso.

– A ignorância é uma benção. Você acha que não foi seguido, mas eles nunca deixam ninguém pra trás. Eles exterminaram quase a cidade inteira e acha que só você iria conseguir se esconder? – Roberto fala com tom de sarcasmo enquanto pega uma mochila em um canto.
– Como assim? Sr…
– Roberto, me chamo Roberto. – Roberto está ensacando suas coisas na mochila agora.
– Sr. Roberto, o que são ELES? Por que estão matando todo mundo? E por que você não conversa comigo antes de arrumar seu cantinho de novo?! – André está perdido e não entende o que está acontecendo.

– Garoto, pega sua mochila, coloque tudo que puder. Nós estamos de saída. E eu digo “nós”, porque não vou deixar mais um morrer nas mãos deles. – Roberto carrega seu revólver enquanto pega sua espingarda que estava atrás de uma madeira solta na parede.

– Eu não vou sair por aí com um velho lunátic.. – André é interrompido por um barulho de carro e uma derrapada.

– Eles chegaram, vamos. – Roberto abre outra porta no fundo do quartinho que até este momento André nem tinha percebido, mas que ele entra sem pensar duas vezes.

Um barulho ensurdecedor vem logo atrás dos dois, um tipo de granada foi lançado e muita fumaça vem pelo corredor por onde André e Roberto estão correndo. Eles ouvem vozes ao fundo e muitos passos, Roberto apenas faz um sinal para André seguir ele em silêncio enquanto sai da casa em que estão e começa a entrar no mato.

Roberto parece saber o que faz e corre em uma direção parecendo saber para onde que ir. André o segue cegamente quando de repente Roberto some em sua frente.

– Mas que Me… – André novamente é interrompido.
Roberto o puxa para uma vala e novamente pede para que André o siga em silêncio. Pouco mais de 2 minutos depois os dois estão dentro um uma vala e indo em direção ao barulho de onde fugiram.

André começa a ficar assustado e quando pensa em falar algo Roberto apenas o para colocando a mão em seu peito e apontado para um local.

– Ali, veja. Eles não são humanos. Nunca consegui entender uma palavra do que eles disseram e não parece ser somente outra língua. Eles fazem barulhos enquanto se comunicam. – Roberto olha atentamente por uma fresta no buraco onde estão.
André fica paralisado ao ver cerca de 10 mascarados a menos de 30 metros dele. André normalmente corria deles e se escondia. Nunca os observou com mais calma e o que ele vê é assustador.
Dez soldados, vestidos totalmente de preto, máscaras, luvas, tocas e tudo mais. Nenhuma parte da pele ou do corpo deles é revelada. Ele tenta ouvir o que eles dizem, mas não compreende nada.

Roberto puxa sua pistola do coldre e destrava. André o observa assustado e então Roberto apenas diz:
– Garoto, quer ver algo assustador de verdade. Apenas observe… – Roberto puxa uma espécie de granada, que mais parece uma lata de refrigerante, igual àquelas que ele costumava usar em seus jogos de tiro.
André congela e não consegue soltar uma só palavra e neste momento Roberto lança a granada bem em frente ao grupo de soldados.

Uma granada da luz e com um estouro ensurdecedor, Roberto havia protegido seus olhos e ouvidos, mas esqueceu de avisar André.

Assim que a granada explode em frente aos soldados, todos sem exceção de nenhum, caem no chão. Deitam e rolam como se estivessem em chamas. Roberto corre para uma saída do buraco com a pistola em mãos e um a um ele atira nas suas cabeças.

André ainda está paralisado dentro do buraco, Roberto teve que ir buscar o garoto ainda em choque e diz:
– Você queria saber o que eles são?
André apenas acena positivamente.

Roberto então pega um deles e puxa sua máscara.

André quase cai pra trás quando vê o resto de um deles:
– Mas… mas que porra é essa? – André não acredita no que está vendo.
– Isto, isto são ELES. Isto que causou o blackout de comunicação e isto é o que está matando todo mundo!

André agora olha atentamente o rosto de um deles, pela primeira vez André consegue ver um deles tão de perto e não acredita no que está vendo.

capitulo01

[TEMPOS ATUAIS]
Joinville – SC – Brasil – 20/02/2015 – 09:40

Ainda com as imagens do pesadelo em mente, André toma seu breve café da manhã em um apartamento que conseguiu arrombar no dia anterior.

O apartamento parece intocado por muito tempo, talvez por ser em uma área mais retirada da cidade e de difícil acesso. Há muito tempo André não tinha uma boa noite de sono desde o dia do apagão da comunicação.

Desde então André tenta descobrir o que causou aquilo e por que. Além disso, André tem se preocupado em manter-se vivo, seguro e bem alimentado.

Ao andar pela cidade nos dias de hoje,  se tem a impressão de que algo a devastou e não há mais ninguém vivo nela. Lojas saqueadas, carros abandonados, muito lixo e destruição.

[FLASHBACK]

Joinville – SC – Brasil – 18/02/2014 – 19:00

Já se passaram cinco dias desde que todos os meios de comunicação pararam de funcionar, no começo as pessoas esperavam que tudo voltasse logo, mas perceberam que não era um problema momentâneo.

Assim que a comunicação parou, roubos começaram a ocorrer. Aproveitando da situação, pequenos ladrões tiverem seu momento de forra, a desordem tomou conta de tudo.
Sem comunicação, a ação da polícia era ineficiente, apenas rádios comunicadores continuaram funcionando, mas as centrais não recebiam mais chamadas e os roubos tomaram conta da cidade. As pessoas ao verem que a polícia não estava dando conta começaram a agir por si mesmas, respondendo aos atos violentos com mais violência. O caos se espalhou.

Em menos de uma semana, havíamos voltado para o tempo da caverna, onde o maior come o menor. Uma onda de mortes começou, as pessoas não aguentaram ser coagidas e revidaram os ataques dos bandidos. Uma guerra civil começou, até o momento em que as pessoas começaram a se esconder em suas casas, pois eram poucas as que tinham uma arma para se defenderem e o lugar mais seguro neste momento eram suas residências.

[TEMPOS ATUAIS]

Joinville – SC – Brasil – 20/02/2015 – 10:15

André se prepara para mais um dia, hoje ele pretende apenas sair atrás de alimentos, as poucas bolachas que lhe sobraram não irão durar muito mais e água que lhe restava, não passava de 1 litro.

Ele pega sua mochila surrada, coloca seus itens nela, pois mesmo pensando em voltar para o apartamento, ele sabe que não depende dele esta opção!
– Hoje preciso encontrar algo que dure mais e me alimente direito, estou cansado de bolachas e salgadinhos. – André pensa enquanto sai do prédio.

Ao sair do prédio ele vê a rua vazia, mas anda precavido, pois já teve problemas devido a sua falta de atenção. André anda apenas em pequenas ruas e evita todo tipo de barulho.

Ele está agora em um bairro pequeno da cidade, chamado Pirabeiraba, um bairro que antes era calmo e tradicional que agora parece só mais um bairro abandonado. Ele se sente com sorte, pois as pessoas esqueceram este bairro quando o caos começou e todas, ou pelo menos a maioria, procuraram ajuda e alimentos nos grandes mercados da cidade.
André está agora em um daqueles mercadinhos de bairro e vê que não foi só ele que passou por ali.

Prateleiras reviradas, sacos de alimentos arrebentados no chão e uma zona total parece tomarem conta do local.

Ele vai até o fundo do mercadinho e vê uma porta ainda intacta, com um cadeado nela e sem sinais de arrombamento. André pega uma barra de ferro pequena que ele carrega para se proteger e força a tranca, arrombando ela e fazendo muito barulho.
– Puta que pariu André, você deve ter alertado metade da cidade com essa barulheira. – André discute sozinho novamente.
Ele se esconde por alguns instantes mas ao perceber que não há ninguém por perto ele entra no quarto que acabou de arrombar.
Ao entrar ele sente que sua sorte voltou ao ver que alguém havia estocado água e alguns enlatados neste lugar.

Ele vasculha todo o local e decide levar um pouco para o apartamento que ele estava usando, separa cerca de 10 pequenas garrafas de água, algumas latas de feijoada enlatada e algumas sopas.

– Feijoada… hmmmm, esta será minha melhor janta dos últimos meses. – André sorri como uma criança que acaba de ganhar um doce.

André consegue colocar bastante coisa na sua mochila, mas como curioso que é, ele resolve bisbilhotar mais o local e vê uma prateleira ao fundo do quarto. Ao abrir ele leva um susto, o armário está cheio de balas de revólver, provavelmente um calibre 38.

André fuça mais em busca do revólver e encontra, não do jeito que gostaria…
Ele sente o cano gelado em sua nuca, seu corpo estremece ao ouvir uma voz grave dizer:
– Não se vire, você tem 10 segundos para dizer quem é e o que quer… começando agora! – Diz a voz grave com a arma na nuca de André.
André trava e fica sem o que dizer e o homem começa a contagem…
– 10… 9… 8… eu não gostaria de sujar meu quarto, mas parece que você não está querendo colaborar… – Diz o homem com a arma.
A voz grave é firme e continua ameaçando André, que consegue soltar algumas poucas palavras…
– Me…me…meu nome é André. Só… só… estou procurando comida Senhor… – gagueja André.
– 7… 6… 5… você acha que isto vai salvar você moleque? 4… – Diz o misterioso homem.
A Contagem continua e agora em um tom mais alto, quando chega ao número 3, André ouve a arma ser engatilhada e uma última frase:
– 2… 1… alguma última palavra? – Diz o homem.
André quase chorando responde:
– Deus tenha piedade de mim!
Em seguida André ouve o apertar do gatilho e apaga!

Prefácio!

Posted: February 14, 2013 in Uncategorized

acordar assustado

[TEMPOS ATUAIS]
Joinville – SC – Brasil – 20/02/2015 – 09:00

André acaba de acordar após ter o mesmo pesadelo que o persegue há um ano.

Ele sempre sonha com o dia em que a comunicação do mundo parou, o dia que o caos começou e o fim da civilização foi anunciado.

 

[FLASHBACK]

Joinville – SC – Brasil – 13/02/2014 – 07:45

André chega ao trabalho atrasado como sempre, um dia após todos voltarem do carnaval no Brasil e as atividades voltarem ao normal. Como se diz no Brasil, o ano começa somente depois do Carnaval.

André era um típico Nerd moderno, aquele carinha da informática que manjava de computadores, redes e servidores.
Diferente do tradicional Nerd, André era adepto a diversos esportes e sedentarismo era algo que ele não curtia. Jogava futebol pelo menos duas vezes na semana, praticava MMA, que era uma mistura de Muay Thai com Jiu Jitsu e outras modalidades de luta. Tinha 1,83, corpo atlético e cabelos castanhos. Um Jovem bonito que chamava atenção por onde passava.

Mas nesse dia algo muito mais importante estava precisando de atenção, toda a comunicação da empresa em que trabalhava parou.
Seu primeiro passo foi verificar se todos os servidores estavam ligados, em seguida verificou toda a infraestrutura da rede e por fim tentou entrar em contato com a empresa fornecedora de comunicação.

Pare seu espanto seu celular não tinha sinal, o telefone fixo também não e muito menos a internet.

André ficou confuso e tudo parecia piorar ao perceber que nenhumas das operadoras de telefonia estavam funcionando.

– Mas que diabos, como isso é possível, será um apagão na cidade? Vou ver no Goog… porra cérebro, não tem como ver no Google, porque nada funciona! – André conversa com seu cérebro em meio ao caos que está se formando.

Logo André se dá conta que Tudo vai piorar, sem comunicação as pessoas ficarão desorientadas e outras se aproveitarão disso. Neste momento André percebe que essa pane é algo muito maior do que estão imaginando!